Convive · Reforma Tributária

Impactos para empresas

Como a reforma muda fluxo de caixa, preços, contratos e a escolha entre Simples e regime regular, com checklist de preparação.

Atualizado em 17/06/2026

Resumo prático de como a reforma afeta a gestão das empresas. O ponto-chave: 2026 já exige ação — não dá para esperar 2027.

1. Fluxo de caixa e capital de giro

O Split payment retira o "float" do imposto: a empresa passa a receber valor líquido. Quem usava o dinheiro dos tributos como capital de giro precisa renegociar prazos, contratos e financiamento.

2. Precificação e margens

Com cobrança "por fora", crédito amplo e fim de benefícios de ICMS, as margens mudam setor a setor:

  • Serviços (hoje ISS ~2–5%) tendem a pagar mais com a alíquota cheia do IVA Dual, mas ganham mais créditos.
  • Indústria e comércio com cadeia longa tendem a se beneficiar do crédito amplo.
  • É essencial refazer a precificação e simular cenários.

3. Fim da guerra fiscal

O Princípio do destino elimina a vantagem de instalar operação em estado com incentivo de ICMS. Revisar decisões de localização logística e tributária.

4. Contratos de longo prazo

Contratos que cruzam a transição (2026–2033) precisam de cláusulas de revisão tributária, pois a carga sobre a operação muda ano a ano. Ver Cronograma de transição.

5. Simples Nacional

Empresas do Simples ficam fora do teste em 2026 e entram em 2027. Haverá decisão estratégica: permanecer no Simples ou migrar para o regime regular para aproveitar créditos (e poder transferi-los a clientes).

6. Obrigações acessórias novas

Cashback tributário e Cesta básica nacional criam novas marcações fiscais. Tudo isso depende de sistemas — ver Impactos em sistemas e ERP.

Checklist de preparação (2026)

  • Mapear produtos/serviços e suas novas alíquotas e regimes
  • Atualizar ERP/PDV para os campos de IBS/CBS na NF-e
  • Simular impacto no fluxo de caixa com Split payment
  • Revisar precificação e contratos de longo prazo
  • Avaliar Simples Nacional × regime regular
  • Treinar equipe fiscal/financeira no novo modelo

Fonte oficial

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