Convive · Reforma Tributária

Impactos em sistemas e ERP

O que precisa mudar em ERP, PDV e integrações: novos campos na nota, split payment, motor de cálculo de créditos e cashback.

Atualizado em 17/06/2026

A reforma é, na prática, um grande projeto de TI fiscal. Sistemas que não se adaptarem travam a operação já em 2026/2027. Esta nota foca no que muda para software, ERP, PDV e integrações.

1. Documentos fiscais (NF-e / NFC-e)

Desde janeiro de 2026, os leiautes de NF-e e NFC-e têm novos campos obrigatórios para IBS, CBS e Imposto Seletivo. O ERP precisa:

  • Calcular e destacar CBS, IBS e Imposto Seletivo em cada item.
  • Preencher os novos grupos de campos conforme as notas técnicas da SEFAZ/Receita.
  • Conviver com o sistema antigo e o novo em paralelo durante a transição.

2. Split payment → integração com pagamentos

O Split payment exige que o ERP "converse" com bancos, adquirentes de cartão, PIX e boleto, porque o imposto é separado no momento da liquidação financeira. Isso conecta dois mundos que hoje costumam ser separados: fiscal e financeiro/tesouraria.

3. Motor de cálculo e créditos

A Não-cumulatividade plena exige rastrear créditos com precisão por item e por operação, muitas vezes condicionados ao recolhimento efetivo na etapa anterior. O motor de cálculo (tax engine) precisa de regras novas para alíquotas, reduções, regimes específicos e alíquota zero.

4. Cashback e identificação do consumidor

O Cashback tributário vira obrigação acessória: o PDV/ERP precisa identificar o consumidor elegível (CadÚnico) e registrar corretamente, para a devolução automática funcionar.

5. Escrituração e apuração

Novas obrigações de escrituração fiscal e apuração de IBS/CBS, com reporte ao Fisco e ao Comitê Gestor do IBS. Em 2026 isso roda em modo informativo (teste) — é a janela para achar e corrigir erros.

Roadmap técnico sugerido

  1. Atualizar leiautes de NF-e/NFC-e (campos IBS/CBS/IS) — prioridade imediata.
  2. Implementar/contratar tax engine com as novas regras de cálculo e crédito.
  3. Integrar fiscal × financeiro para o split payment.
  4. Adaptar PDV para cesta básica, alíquota zero e cashback.
  5. Usar 2026 como ambiente de teste real e validar a apuração informativa.
  6. Monitorar notas técnicas da SEFAZ/Receita e a Plataforma Digital da Reforma Tributária.

Oportunidade Para empresas de tecnologia/contabilidade, a transição 2026–2033 é também um mercado: adequação de ERP, consultoria, tax engines e integração de pagamentos.

Fonte oficial

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Conteúdo informativo baseado em fontes oficiais (EC 132/2023, LC 214/2025 e regulamentação). Não substitui orientação contábil ou jurídica individualizada.